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Personalidades – Francisco Valdomiro Lorenz – Parte IV

05/10/2019
Luciana Terezinha Novinski
Luciana Terezinha Novinski

Vamos continuar nossa coluna sendo a quarta sobre  a vida de Francisco Valdomiro Lorenz e seu trabalho dedicado a humanidade, pois com tantos feitos, é assim que devemos nos referir a ele. Na coluna anterior citamos um episódio de destaque em sua vida, o qual recebeu um convite do Governador do Estado do RS na época e recusou. Vamos citar hoje seus trabalhos na área da escrita,  onde relembraremos  sua preocupação com os poloneses da colônia, que como  não conseguiam se comunicar com os brasileiros, então, confeccionou uma Gramática em polonês “Gramatyka Jezyka Portugalskiego” a Gramática da Língua Portuguesa e ainda um Dicionário “ Sownik Polsko Portugalski”, Dicionário Polonês – Português, para que os imigrantes tivessem mais facilidade em comunicar-se nesta terra de língua estranha para eles, e isto lembrando que ele era Tcheco e não polonês. Prosseguiu sua jornada escrevendo centenas de artigos para jornais e revistas do Brasil e para fora do país (Tchecoslováquia, Colômbia, Japão, Inglaterra, Polônia)  além de livros como temas profundos sobre: Vida, amor, Deus, fé, espiritualismo, alegria, sentimentos, pensamentos, mistérios, astrologia, curas, ervas, verdade, justiça e comunicação espírita e outros. Como o papel era muito caro e difícil de conseguir, Lorenz escrevia seus artigos e publicações no papel que encontrasse e pudesse  aproveitar, nas beiras dos livros e revistas, papelões, papéis de embrulho enfim o papel não importava qual era, mas se tinha um espaço em branco, era aproveitado. Sempre a noite quando não estava cuidando de um doente, Lorenz estava escrevendo e com a precária luz de um lampião, pois luz elétrica ainda não existia. Foi de Francisco Valdomiro Lorenz a primeira tradução portuguesa do notável livro “Bhagavad Gita”, a Bíblia Indú no ano de 1912, e em 1942 verteu este livro em versos para o Esperanto, conservando a mesma métrica do original sânscrito. Teve mais de 70 obras publicadas, tendo escrito também várias obras em esperanto, além de diversas traduções. Deixou em rascunho a Oração do Pai Nosso em 100 línguas com sua respectiva pronúncia. Estudando também com dedicação o Aramaico para poder apreciar o “Sermão da Montanha” em sua originalidade, na Língua falada por Jesus Cristo. Em seu livro “Iniciação Linguística” esta a oração do versículo 16 do 3º Capítulo  do Evangelho de São João em 100 Línguas na 1ª Edição publicada em 1929. Escreveu ainda o nome de Deus em 365 línguas (inclui idiomas e dialetos), para reverenciar a Deus a cada dia do ano de forma diferente. E a oração da Ave Maria escreveu em 22 Línguas. Foi um grande estudioso da Astrologia e Astronomia, tornando-se o criador e escritor do conhecidíssimo “Almanaque do Pensamento” da Editora Pensamento o qual deixou escrito com todas as previsões corretas até o ano de 1964, tendo falecido em 1957. Encerro por aqui mais uma coluna repetindo  quanto era extraordinário esse homem que viveu aqui entre nós e que humildemente sempre dividiu sua sabedoria através de gestos e ações. Espero você na próxima edição, até lá!!


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