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Personalidades

Pessoas que se destacaram por serviços a nossa comunidade.
05/08/2019 Fonte: Luciana Terezinha Novinski
Luciana Terezinha Novinski
Luciana Terezinha Novinski

PERSONALIDADES – IRMÃS FRANCISCANAS BERNARDINAS –  PARABÉNS PELOS 90 ANOS - PARTE I

Vamos iniciar a partir de agora as colunas sobre personalidades e pessoas que se destacaram por serviços a nossa comunidade de Dom Feliciano, iniciando por aquelas que doaram muitos anos de suas vidas a nossa cidade, que nunca serão esquecidas e que seremos gratos eternamente...AS IRMÃS FRANCISCANAS BERNARDINAS. Que dia 28 de Agosto estarão comemorando 90 anos da chegada em Dom Feliciano, pois chegaram em 1929. Para compreender o trabalho das Irmãs em Dom Feliciano vamos relembrar suas raízes na Polônia, desde 1457 se tem informações da fundação dos primeiros conventos na Polônia , e recebem esses nomes porque seguem a regra de vida e obras de São Francisco de Assis, por isso Franciscanas e como São Bernardo de Siena é patrono das mesmas são Bernardinas. No  convento chegava um jornal que era escrito pelos Padres Salesianos e nele um veemente apelo solicitando Irmãs para trabalhar em paróquias polonesas no Brasil, imediatamente Irmã  Aloísia Casemira escreve para o Pe. Constantino Zajkowski, o pároco na época em São Feliciano, para comunicar que 5 Irmãs deixariam terras polonesas para iniciar sua  missão no Brasil. Eram elas   Ir. Aloísia Casemira Cach (Superiora no Convento de Lowicz em Varsóvia), Rosa Hutnik (Assistente de Ir. Aloísia), Geralda Chorzempa, Ludwika Guewa e katarzyna Dawcha (Essas Irmãs eram do Convento de Kola). A chegada foi um acontecimento especial, os imigrantes viam nelas a concretização dos sonhos de ter educação e catequese para seus filhos e netos e auxiliar na questão da saúde. Dois anos mais tarde em 1931 chegava mais um grupo de Irmãs para ajudar, Ir. Jolanda Czaplinska de Zakliczyn (Mestra das noviças na Polônia), Ir. Tereza Wojcikowa e Jadwiga Kobielowa do Convento de Cracóvia e uma postulante do Convento de Lowicz Francisca Podowjcik. As Irmãs sempre tiveram um grande apoio do Pe. Constantino que infelizmente em 1934 foi transferido para Rio Grande, deixando a comunidade muito triste. Escreverei mais de uma coluna sobre elas pois sabemos que ensinavam na Escola Paroquial, dirigiam uma espécie de hospital e depois de pronto o mesmo, davam aulas também em escolas do interior, davam catequese e ajudavam na Igreja.  Desde o começo de seus trabalhos aqui as Irmãs eram muito dedicadas e prestativas. Quando aqui chegaram receberam como moradia uma casa de família onde permaneceram por 6 anos, uma parte era residência e outra parte um pequeno hospital, e sabemos disso porque Ir. Jolanda Czaplinska possuía um diário o qual foi guardado e que repassarei alguns trechos interessantes:  05/12/1931:“ ...a nossa comunidade deve cuidar dos doentes. Trouxeram-nos uma mulher muito doente para ser tratada em nossa casa. Não tanto para demonstrar nossas habilidades, mas estimuladas pela caridade cristã, ajudadas pela graça de Deus  e com ajuda de um médico, cuidamos dessa mulher muito doente. Depois de três semanas ela voltou a sua família completamente restabelecida”. Mas não só com a saúde e a educação as Irmãs se importavam, mas com a vida da comunidade, vemos nesse relato do diário da Ir. Jolanda: 22/06/1932 “...as 7 horas da manhã uma criança de 2 anos foi deixada na nossa porta. As irmãs cuidaram da criança e notificamos as autoridades competentes, mas como ninguém apareceu uma amiga nossa, não tendo filhos ofereceu-se para adotar a criança e a levou”. Assim vimos que as Irmãs eram muito importantes para comunidade, por isso vamos usar mais de uma coluna para falar sobre elas, este é apenas o começo. Até a próxima então, conto com vocês!


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