Agronegócio


Se Rússia der calote, prejuízo é de R$ 1,6 bilhão ao Agro

Com o agravante, de que “receber dos russos sempre foi um problema”, somando agora com as “dificuldades operacionais reais”, aumenta o risco de calote
22/03/2022 Compre Rural

Hoje falaremos sobre as exportações brasileiras para a Rússia. No agronegócio brasileiro, o Brasil depende de fertilizantes importados e a Rússia é a maior fornecedora do insumo. Além disso, o país europeu compra commodities e carnes do Brasil. Na visão somente de produtos agropecuários, a Rússia ficou na 22ª posição dentre os maiores importadores, com US $1,6 bilhão adquiridos em 2021 (participação de 1,06%), segundo o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.

A Rússia enviou o sinal mais claro até agora de que em breve entrará em default – a primeira vez que deixará de cumprir suas obrigações de dívida externa desde a revolução bolchevique, há mais de um século. Metade das reservas estrangeiras do país – cerca de US$ 315 bilhões – foram congeladas por sanções ocidentais impostas após a invasão da Ucrânia, disse o ministro das Finanças russo, Anton Siluanov, neste domingo (13). A Rússia é o país mais extenso do mundo, faz fronteira com países europeus e asiáticos e é banhada pelos oceanos Pacífico e Ártico. Sendo que a sua atuação, juntamente com a Ucrânia e Bielorrússia, no agronegócio e comercio mundial é de grande importância.

Mauro Lourenço Dias, diretor-presidente da Fiorde Logística Internacional, afirma que as sanções impostas à Rússia podem inviabilizar a concessão de cartas de crédito a exportadores e importadores. Sem essa garantia de recebimento, tanto empresas brasileiras como suas contrapartes russas não teriam segurança para concretizar suas operações. José Augusto de Castro, presidente da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), afirma que o Brasil tem como compensar uma possível queda nas exportações de produtos para Rússia, entre eles a soja, carne e café, direcionando a oferta para outros países. Porém, não é algo simples e que possa ser feito da noite para o dia. Muito trabalho entre os governos seriam necessários. Corremos um risco real de afetar o agronegócio brasileiro, pelas sanções que os países tem colocado para a Rússia. Segundo ele, temos um risco de desabastecimento de insumos agrícolas já no segundo semestre, onde teremos uma retração na produção.

Frigoríficos brasileiros temem calote Até que as companhias exportadoras se manifestem oficialmente, o cenário ficou complicado para os embarques à Rússia. E os frigoríficos devem ser os primeiros a sentirem o golpe. As empresas de navegação anunciam reavaliação de rotas e os bancos do país têm dificuldades de enviarem remessas ao exterior – mesmo com o sistema Swift ainda operante para eles. “Para tudo, todos estão reavaliando e até os importadores russos não devem saber o que fazer”, informa Daniel Freire, presidente do Sindicarne do Pará, uma das origens de embarques de carne bovina para o país. No Sul, importante líder setorial da cadeia de suínos e frangos, que pede reserva do seu nome e até do estado que representa, também já foi notificado das mesmas condições.

Deixar um comentário

MAIS NOTÍCIAS

FACEBOOK

super serrano

NEWSLETTER

Informe seu e-mail e fique por dentro das nossas novidades!

brechoeletrica tyskawolceAline Rosiaknacional gas telefone 2dj ar

PREVISÃO TEMPO

HORÓSCOPO

COTAÇÃO AGRÍCOLA

INSTAGRAM

PODCASTS