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Personalidades - Francisco Valdomiro Lorenz

Parte II
22/09/2019 Fonte: Luciana Terezinha Novinski
Luciana Terezinha Novinski
Luciana Terezinha Novinski

Queridos leitores, na segunda coluna que estaremos falando  sobre Francisco Valdomiro Lorenz vamos citar seus trabalhos depois de sua chegada a colônia São Feliciano, no dia 8 de julho de 1894, pois recebeu do governo dois lotes de terra na Linha Apolinário, onde fixou residência, estava então  com 22 anos de idade e já dominando 24 línguas. Em 1895 casa-se com Ida Krachefski com quem teve 13 filhos legítimos : Emilio, Otto, Emília Jovita, Ricardo Manoel, Augusta Prachedes, Ema Estelita, Luíza Carolina, Carlos Afonso,  Ana Luiza, Waldomiro, Antônio Raul,  Martha Inês  e Paulo, além dos filhos adotivos Guilherme, Carlos, Paulo e Lina Bolze, Ema, Nena, Alzira (Pretinha) e Flora da Silveira Lucas e ainda os que ficavam hospedados gratuitamente em sua casa para estudar, jovens de todas as idades. Ida Krachefski sua esposa era única Parteira da região, e bastante respeitada e conhecida também na comunidade, pois além de cuidar com zelo de sua numerosa família ainda encontrava tempo para ajudar quem estivesse pronta para ter seu filho ou filha. Em São Feliciano Lorenz dedicava sua vida em ministrar aulas e trabalhava como agricultor auxiliando o povo em todas as situações que era solicitado como: tradutor, acerto de documentos e outros. Chegando a colônia com os imigrantes em sua grande maioria poloneses e notando as dificuldades linguísticas que os mesmos estavam passando, confeccionou uma Gramática “Gramatykajezyka Portugalskiego” a Gramática da Língua Portuguesa e ainda um Dicionário “ Sownik Polsko Portugalski”, Dicionário Polonês – Português, para que os imigrantes tivessem mais facilidade em comunicar-se nesta terra de língua estranha para eles, e isto lembrando que ele era Tcheco e não polonês. Teve grande contribuição também na saúde, pois como era o único médico na época, nunca se negou a atender, não importando o horário , era um excelente Médico Homeopata, pois trouxe conhecimentos da Europa para  utilizar aqui, recebendo em 1912 a Licença Definitiva para clinicar, com ervas.  Curava muitas pessoas, e contam os mais antigos que havia dias que Lorenz nem dormia, pois de manha trabalhava na lavoura, a tarde ministrava as aulas e algumas noites as passava inteiras acordado cuidando alguma pessoa enferma. Fez um paraplégico de Tapes andar novamente depois de tratado com homeopatia. E em 1918 ano em que no Brasil espalhou-se a chamada “Gripe Espanhola” vitimando muitos brasileiros, Dom Feliciano e região não teve mortes pois Lorenz havia criado uma vacina para impedir a chegada da epidemia à comunidade. Francisco Valdomiro Lorenz para Dom Feliciano realmente foi um ser humano extraordinário, que não media esforços para ajudar este povo. Fundou uma das primeiras escolas do município em 1896, a qual mantinha com seu trabalho e ajuda da comunidade, pois os pais que traziam os filhos para estudarem colaboravam para o funcionamento da mesma, posteriormente Lorenz é chamado a prestar exames em Porto Alegre para continuar ministrando as aulas e em 1906 o então Presidente do Estado Antônio Augusto Borges de Medeiros nomeia o Professor Lorenz para formar e reger uma Escola Pública Estadual, lecionando também além de no inicio para as séries iniciais, para os maiores línguas, matemática, português, geografia, história, física, química, agronomia, botânica e zoologia. Nesta área da escrita prosseguiu sua jornada escrevendo centenas de artigos para jornais e revistas do Brasil e para fora do país (Tchecoslováquia, Colômbia, Japão)  além de livros como temas profundos sobre: Vida, amor, Deus, fé, espiritualismo, alegria, sentimentos, pensamentos, mistérios, astrologia, curas, ervas, verdade, justiça e comunicação espírita e outros, teve mais de 70 obras publicadas. Como o papel era muito caro e difícil de conseguir, Lorenz escrevia seus artigos e publicações no papel que encontrasse e pudesse aproveitar, nas beiras dos livros e revistas, papelões, papéis de embrulho enfim o papel não importava qual era, mas se tinha um espaço em branco, era aproveitado. Sempre a noite quando não estava cuidando de um doente, Lorenz estava escrevendo e com a precária luz de um lampião, pois luz elétrica ainda não existia. Esta é a segunda parte das muitas que escreveremos sobre este sábio que dedicou sua vida a nossa comunidade, por isso sempre seremos gratos. Até a próxima coluna.


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