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Narrativas de Descendentes de Imigrantes – Linha São Braz – Barra do Arroio Tigre

Vamos começar com relato da D. Irene Tworkowski sobre a Linha São Braz – Barra do Arroio Tigre, interior de São Feliciano
04/08/2021 Luciana Terezinha Novinski
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Queridos leitores estarei nas próximas colunas relatando depoimentos dos antigos imigrantes que eram narrados a seus familiares. Vamos começar com relato da D. Irene Tworkowski sobre a Linha São Braz – Barra do Arroio Tigre, interior de São Feliciano. As terras dessa florescente colônia eram cobertas de mata virgem, de troncos seculares e frondosos, de taquarais e criciumais impenetráveis, de emaranhados sem fim, onde os bugius executavam acrobacias com ordenada maestria, acompanhada de urros e a passarada de variadas cores, tamanhos e plumagens. Tudo em sinfonia primitiva, entoava o canto da lira da natureza, sombria mas tentadora, traiçoeira mas bela, selvagem mas acolhedora, que de braços abertos dava as boas vindas do acolhimento, carinho e hospitalidade aos pioneiros no seu desbravamento. Os pioneiros desbravadores tiveram uma luta terrível, extenuante, ingrata e longa, porém o fruto desse labor tenaz e persistente, honrava essa gente ordeira. Logo procuraram organizar-se, e em 1909 fundaram a ”Sociedade Recreativa Duque Jósef Poniatowski”, onde funcionava uma escola particular, mantida pelos pais da comunidade. Em 1920 na residência do Sr. Wladislau Uszacki, de acordo com a Ata lavrada em livro próprio, após a missa rezada na Sociedade Recreativa reuniram-se vários colonos tendo como Presidente o Pe. Guala Maria Styś. Foram escolhidos para o 1º Comitê Escolar com os seguintes membros: Presidente Sr. Martin Szortika, Tesoureiro José Szostyka, Secretário Wladislau Uszacki e Conselho Fiscal: Tomaz Stelmaszczyk, Roberto Langhanz. Logo ficou acertado que a construção do prédio seria de alvenaria. Nessa ocasião o Sr. Martin Szortyka, Maria Wisiolek e Stefania Skopinska ofereceram gratuitamente 3 hectares de terra para a construção da escola, residência do professor e horta. Ficou estabelecida uma taxa de inscrição e mensalidade para angariar fundos. Doaram a madeira, as esquadrias, o telhado, bem como os tijolos que seriam fabricados próximo a esta área. Ficou decidido que todos os serviços da mão de obra desde a roçada, nivelamento do terreno, escavações, trabalho de pedreiro e carpinteiro deveriam ser prestados gratuitamente pois diziam: ” Precisa ser feito com auxílio de nossas mãos e recursos próprios para que nossos filhos possam obter o bom ensino e a verdadeira ciência.” Com muito empenho e  com auxílio dos Pe. Constantino e Pe. Styś, infatigáveis na nobre missão de difundir o ensino, a 13 de outubro de 1925 na presença de autoridades , convidados e multidão de pessoas, foi inaugurada a ampliação da Escola da Barra do Arroio Tigre, o Prefeito de Camaquã Inácio Luiz Pereira da Silva, bem como Walter Hanket, vigário de Camaquã, elogiaram no livro de visitas com votos de louvor, admiração e gratidão por tudo que fizeram e estavam fazendo nesse núcleo. Encerro esta primeira parte para não ficar tão extensa, continuando na próxima coluna a falar sobre essa comunidade que foi muito dedicada em seu início.

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